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Ano passado, uma investigação liderada pelo ProPublica revelou que o Facebook permitia aos seus anunciantes discriminar publicidade imobiliária filtrando quem as visualizaria por raça e religião. E hoje o ProPublica divulgou um acompanhamento da investigação. O Facebook arrumou a permissão de práticas discriminatórias? Aparentemente, não.

O ProPublica comprou diversos anúncios imobiliários na semana passada, mas pediu que eles não fossem disponibilizados para determinadas demografias. Anúncios que excluiriam judeus, negros e americanos que nasceram na Argentina foram aprovados em questão de minutos. O direcionamento do Facebook também permite aos anunciantes excluir outros grupos, como pessoas interessadas em acessibilidade de cadeira de rodas e pais com crianças no ensino médio. Estes anúncios foram rapidamente aprovados graças ao algoritmo do Facebook.

De acordo com o ProPublica, apenas um tipo de anúncio demorou pouco mais de alguns minutos para ser aprovado e este era um anúncio teste que excluía pessoas interessadas no Islã. Este anúncio foi aprovado após 22 minutos.

Obviamente, todas estas propagandas estão em direta violação do Fair Housing Act, uma lei federal que protege de discriminação quem compra ou aluga um imóvel. Mas o Facebook parece não ter feito nada para garantir que isso esteja em conformidade, apesar de jurar que aplicaria medidas de segurança. O ProPublica perguntou ao Facebook sobre os anúncios e a companhia culpou uma “falha técnica”, em vez de um sistemático e imperdoável desinteresse em assegurar a lei.

“Essa foi uma falha de execução e estamos desapontados por não termos cumprido com nossos objetivos”, disse um porta-voz do Facebook ao Gizmodo. “No início deste ano, adicionamos diversas medidas para proteger nossas ferramentas de afinidades multiculturais. Os anúncios imobiliários comprados pelo ProPublica não ativaram as atualizações e certificações extras que colocamos devido a uma falha técnica”, disse.

O Facebook é muito poderoso e tem modelado os EUA para pior em diversas maneiras. E a companhia tem mostrado pouco interesse em abordar as muitas maneiras que envenenou nosso mundo.

[ProPublica]




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