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Não é preciso um cientista para te dizer que uma boa noite de sono é importante para a sua saúde. Seu corpo te diz isso toda vez que você tenta sair da cama depois de dormir tarde. Então, para ajudar a maximizar a qualidade do seu sono, a Philips criou uma bandana que toca sons especiais projetados para encorajar seu cérebro a permanecer em seu estado de sono repousante mais profundo.

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O sono profundo é também frequentemente chamado de sono de ondas lentas, porque, enquanto você está repousando, a atividade elétrica no seu cérebro lentamente sobe e cai, conforme os neurônios tiram um descanso, seguida por um momento de atividade excessivamente animada. Pesquisadores acreditam que o sono de ondas lentas acontece quando o cérebro consegue processar e armazenar memórias completamente, mas também quando o cérebro consegue, enfim, respirar fundo e se recuperar das atividades mentais do dia. É por isso que é tão difícil se concentrar na manhã seguinte a um sono curto ou interrompido.

E o que tudo isso tem a ver com uma bandana esquisita que você tem que amarrar à sua cabeça antes de ir para a cama toda noite? A nova SmartSleep, da Philips, usa sensores embutidos que tocam sua testa e a parte atrás de suas orelhas para monitorar sua atividade cerebral e compartilhar esses dados com um aplicativo de smartphone que acompanha o dispositivo. Quando um sono profundo ou de onda lenta é detectado, os alto-falantes na bandana tocam um ruído branco sutil em um padrão de repetição que acompanha o aumento e a diminuição de sua atividade cerebral. O ruído, que é silencioso o suficiente para não te acordar, e escalonada, para que você não o desligue subconscientemente, supostamente serve para reforçar essa atividade de sono profundo, de onda lenta, maximizando a quantidade de descanso e recuperação que seu cérebro é capaz de conseguir à noite.

A bandana SmartSleep parece mesmo algo que beira o uso de placebo, mas um estudo publicado na Frontiers in Human Neuroscience, no começo deste ano, descobriu que sons suavizantes ajudam a nutrir e manter sonos profundos em adultos, o que, em experimentos, serviu para melhorar capacidades cognitivas e de memória no dia seguinte.

Dito isso, ter que colocar sensores atrás de suas orelhas todas as noites e amarrar uma bandana não parece o jeito mais confortável de cair no sono para a maioria de nós que nunca usou sequer uma máscara de sono. Isso, junto com o preço salgado de US$ 400 (R$ 1.300 na cotação atual) de quando o SmartSleep estiver disponível nos Estados Unidos, no último trimestre do ano, sem falar no custo do dispositivo móvel necessário para usá-lo, torna o produto uma venda difícil em comparação com uma xícara de leite quente. Mas se cumprir o prometido e trouxer uma boa noite de sono, mesmo depois de eu fazer uma maratona irresponsável de séries na Netflix até de madrugada, eu amarraria isso na cabeça com alegria.

[Philips]

Todas as imagens: Divulgação




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