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No ano passado, o Snapchat pediu desculpas por adicionar um filtro para selfies do “Bob Marley”, que foi considerado ofensivo. Agora, o FaceApp – o editor de fotos com filtros bobinhos que você provavelmente baixou em março e nem se lembrava mais que existia – superou o Snapchat e colocou opções para que as pessoas virtualmente alternassem entre várias raças.

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Nesta quarta-feira (9), os usuários do FaceApp receberam uma notificação informando-os de que os filtros asiáticos, negros, caucasianos e indianos foram adicionados ao aplicativo. A internet percebeu:

Normalmente, o FaceApp é usado para fazer amigos darem um sorriso em uma foto triste, ou adicionar rugas de velhos em uma pessoa de vinte anos. Em abril, a empresa acrescentou um filtro “embelezamento”, e todos rapidamente perceberam apenas ser uma tentativa de fazer com que todos parecessem mais brancos. A empresa, em seguida, culpou a sua inteligência artificial, que, por sua vez, foi programada por seres humanos. O filtro foi renomeado “spark” para “excluir qualquer conotação positiva associada a ele”, disse o CEO da FaceApp, Yaroslav Goncharov, ao Guardian. Ele foi posteriormente removido completamente.

Goncharov de início aderiu aos novos recursos raciais, como disse ao Mic em um email:

Os filtros de mudança étnica foram projetados para serem iguais em todos os aspectos. Eles não têm conotações positivas ou negativas associadas a eles. Eles são mesmo representados pelo mesmo ícone. Além disso, a lista desses filtros é embaralhada para cada foto, então cada usuário as vê em uma ordem diferente.

Isso não deveria precisar ser explicado, mas não importa o quão bem “projetados” esses recursos são, eles perpetuam estereótipos e voltam a uma época em que se vestir como caricaturas de outras raças era uma forma comum de comédia. Você usaria blackface como um traje de Halloween? Você faria isso e não esperaria passar a noite sem levar um soco na cara? Os desenvolvedores de aplicativos de selfie só precisam seguir essa orientação e suas vidas serão muito mais fáceis.

Pouco depois que a polêmica começou a ganhar tração, o CEO do aplicativo voltou atrás e disse que o “recurso será removido dentro das próximas horas”.

[Mic]

Imagem do topo: Gizmodo




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