Gizmodo



Facebook

O Facebook quer que você volte para ele. Ele está percebendo que cada vez mais você está usando o Twitter para dar suas opiniões, o Instagram para compartilhar seus momentos, o WhatsApp para conversar com os amigos. E ele quer retomar pelo menos parte dessa atenção que ele detinha antes de você começar a migrar para outras plataformas quando sua mãe chegou ao “Face”.

• Facebook desativará a pouco utilizada assistente digital M no fim de janeiro
• A grande resolução de Mark Zuckerberg para 2018 é fazer seu próprio trabalho

E é claro que ele não vai fazer isso criando incentivos reais e inovadores para tornar o site mais atrativo. Mas, sim, mexendo seus pauzinhos algorítmicos, priorizando conteúdos de amigos e familiares em detrimentos de posts de marcas, veículos de imprensa e lojas, por exemplo.

Não é a primeira vez que a rede social promete isso. Em 2016, ouvimos um discurso parecido. Então, a tendência, pelo menos dessa vez, é que essa mudança seja mais brusca. E quem deve sofrer bastante com isso são as páginas de criação de conteúdo e empresas de mídia, além de você que usa o Facebook como sua “capa de jornal” digital.

A novidade foi anunciada por Mark Zuckerberg em post na rede social nesta quinta-feira (11). O discurso é bem bonito para justificar a mudança. Dê uma olhada em alguns trechos:

“Construímos o Facebook para ajudar as pessoas a permanecer conectadas e para nos aproximarmos das pessoas que importam para a gente. É por isso que sempre colocamos amigos e familiares no centro da experiência. Pesquisas mostram que fortalecer nossas relações melhora nosso bem-estar e felicidade.”

“Recentemente, recebemos um retorno de nossa comunidade de que o conteúdo público – posts de negócios, marcas e da mídia – estava tirando espaço dos momentos pessoais que nos levavam a nos conectar mais uns com os outros.”

“É fácil entender como chegamos aqui. Vídeos e outros conteúdos públicos explodiram no Facebook nos últimos dois anos. Já que existe mais conteúdo público do que posts de seus amigos e familiares, o equilíbrio do que aparece no Feed de Notícias se afastou da coisa mais importante que o Facebook pode fazer – nos ajudar a nos conectarmos uns com os outros.”

“Podemos nos sentir mais conectados e menos sozinhos, e isso se correlaciona com medições de felicidade e saúde a longo prazo. Por outro lado, passivamente ler artigos ou assistir a vídeos – mesmo que sejam divertidos ou informativos – pode não ser tão bom.”

Eu confesso que as notícias têm ficado cada vez mais sombrias e me deixado para baixo mesmo nos últimos dois anos, mas e todo aquele papo propagado há anos de que ver a felicidade alheia no Facebook faz a gente se comparar com os outros e se sentir pior consigo próprio? Zuckerberg pensou em você tendo que ver seu primo que prestou concurso e já tem casa e carro e não hesita em mostrar isso nas redes?

Chega de lamentação, vamos aos pormenores detalhados das mudanças.

Atualmente, coisas como quantas pessoas reagem, comentam ou compartilham um post é que determinam sua posição no Feed de Notícias. A atualização agora acrescenta outro fator: posts que despertem conversas e interações significativas entre as pessoas.

“Para fazer isso, vamos prever sobre quais posts você pode querer interagir com seus amigos, mostrando esses posts mais em cima no feed. São posts que inspiram uma discussão lá e cá nos comentários e posts que você pode querer compartilhar e reagir a ele – seja de um amigo pedindo conselhos, um outro com recomendações para uma viagem ou uma notícia ou vídeo que leve a bastante discussão.”

O espaço no feed é limitado, então é claro que isso significa menos exposição para notícias e vídeos. O Facebook diz que as páginas com bastante interação em seus posts verão menor impacto em seu alcance. As que têm poucas interações deverão, é claro, receber sofrer mais.

Confesso que há muito tempo não recebo minha dose de “bom dia” com gifs brilhantes, o que definitivamente melhora meu bem-estar e felicidade.




VOLTAR AO TOPO