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Gmail

O Gmail é gratuito, em parte porque o Google sempre analisou o conteúdo das caixas de entrada dos usuários para oferecer publicidade direcionada. É um modelo de negócio de quinta categoria, mas o Google não está sozinho: a maioria dos outros serviços gratuitos de email (e, é claro, plataformas de mídias sociais) fazem a mesma coisa.

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Porém, o Google finalmente decidiu por fim na prática de leitura de emails para publicidade, de acordo com um post no blog oficial publicado pela vice-presidente sênior do Google Cloud, Diane Greene.

A gigante das buscas explicou que o motivo pela mudança é simples: o Google Cloud vende uma coleção de produtos empresariais do tipo office, o chamado GSuite. Greene disse à Bloomberg que os consumidores que pagavam pela suíte estavam preocupados com o fato Google poder minar os dado de suas contas para a publicidade. Embora o Google escaneie apenas emails das contas gratuitas do Gmail (e não aqueles pertencentes a consumidores que pagam por elas) a mudança foi necessária para promover confiança.

“O conteúdo de consumidores do Gmail não será utilizado ou escaneado para qualquer personalização de anúncios publicitários depois dessa mudança”, escreveu Greene no post do blog. “Os consumidores da GSuite e clientes das contas gratuitas do Gmail podem permanecer confiantes de que o Google manterá a privacidade e a segurança como primordial enquanto continuamos a inovar”.

Isso não significa que a publicidade está desaparecendo do Gmail como um todo – os usuários que não pagam pela suíte continuarão a visualizar anúncios que são personalizados com base nos dados de Buscas e YouTube. O Google oferece uma maneira de sair desse tipo de personalização.

A mudança é um sinal de que o Google talvez não precise depender tão fortemente em dinheiro vindo de publicidade ao comercializar alguns de seus produtos, como a GSuite. Ela também invalida o argumento que impedia que os usuários tivessem uma maneira fácil de criptografar seus emails de forma perfeito – algo que o Google e outros provedores de email gratuitos têm resistido a disponibilizar porque inviabilizaria a possibilidade de leitura das mensagens para gerar lucro.

Imagem do topo: Google/Creative Commons




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