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No mundo dos smartphones, o Essential Phone tem sido ansiosamente aguardado com uma reverência que provavelmente deveríamos guardar para os álbuns de nossos artistas favoritos. Por quê? Andy Rubin, o criador do Android, está por trás de tudo. Depois de deixar o Google em 2014, Rubin abriu uma padaria, mas ele retornou para o mundo dos eletrônicos para “injetar paixão de volta nos smartphones“, seja lá o que isso signifique. O aparelho nem saiu ainda e as pessoas estão o chamando de o novo “anti-iPhone”.

O Essential Phone consegue entregar a promessa de reconectar tudo aquilo que pensamos sobre celulares? Por que alguém se importaria com ele se o campo já está cheio de dispositivos consolidados? Depois de meses de entusiasmo, finalmente tivemos a chance de testar o dispositivo, embora por apenas algumas horas. Aqui está o que você precisa saber.

Quem é Andy Rubin?

Imagem: Essential

Chamar Andy Rubin de um dos pais do smartphone moderno não seria um exagero. Ele começou como engenheiro robótico na Carl Zeiss AG antes de ir trabalhar na Apple em 1989. (Foi na Apple que Andy ganhou o apelido de Android). Depois, ele fundou a Danger Inc, que foi responsável pelo lendário T-Mobile Sidekick. A empresa depois foi adquirida pela Microfot. Então, em 2003 ele começou a Android Inc, onde trabalhou no sistema operacional móvel que seria comprado pelo Google em 2005. A partir daí, Google e Rubin pegaram o Android, que originalmente foi concebido como um sistema operacional para câmeras digitais, e o transformou no OS mais popular do planeta. Em 2014, Andy deixou o Google para abrir uma padaria, enquanto trabalhava também em uma incubadora de startups de hardware, e foi aqui que a Essential Products teve o seu começo.

O que é o Essential Phone?


O Essential Phone é o dispositivo pensando para resolver tudo o que Rubin e sua equipe não gostam a respeito do estado atual da tecnologia, o que é um objetivo bem grandioso. Mas na verdade, o Essential Phone é um smartphone que roda o Android Nougat 7.1 com uma tela de 5,7 polegadas e um corpo de titânio e cerâmica.

Por que há tanta expectativa?

Veja o tópico que falamos sobre Andy Rubin acima. Mas se você precisar de mais do que isso, é porque mesmo sem enviar uma única unidade aos consumidores, a Essential Products já gerou um norte de valor de US$ 1 bilhão. Entre os muitos investidos da companhia estão a Amazon e a gigante chinesa da internet Tencent.

Quanto ele custa?

O celular mais básico custa US$ 699 (R$ 2.215 em conversão direta), ou US$ 749 (R$ 2.374) se você optar pelo pacote que inclui um módulo de câmera 360 graus.

O que mais eu ganho gastando toda essa grana?

O celular possui especificações padrões para um topo de linha Android, incluindo um processador Snapdragon 835, 4 GB de RAM, porta USB-C para carregar a transferir dados. Uma coisa legal sobre o Essential Phone é que ele tem 128 GB de armazenamento interno por padrão, o que é o dobro de espaço que você tem nos modelos base do Galaxy S8 ou LG G6. No entanto, uma vez que o aparelho não tem um slot para cartão microSD, você não tem a opção de colocar mais armazenamento depois.

A traseira do Essential Phone é polida, para um acabamento espelhado. Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

Na traseira, há um sensor de impressões digitais, câmera dupla de 13 megapixels (falaremos mais sobre ela depois) e um sistema de ligação magnético para colocar acessórios. Há também bateria de 3.040 mAh para fornecer energia para tudo isso, o que na realidade é uma bateria pequena para um celular desse tamanho.

Então, o que torna esse celular tão especial?

Tirei essa foto na frente do plano de fundo mais mundano que consegui encontrar, e ela ainda ficou bonita. Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

A primeira coisa sobre o Essential Phone que chama a sua atenção é o visual. Apenas olhe para ele. O celular possui uma borda de titânio e traseira de cerâmica que os criadores afirmam que é significativamente mais durável do que corpos de alumínio e vidro que encontramos em outros dispositivos. Ainda não o jogamos em uma calçada ainda, mas falaremos disso no futuro.

Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

O que é realmente impressionante no Essential é a atenção aos detalhes. O celular é minimalista no limite para virar defeito, mas é feito de uma forma que torna o visual de outros aparelhos parecerem muito cheios de coisa.

O celular também suporta acessórios modulares via um conector na traseira, que teoricamente, significa que você pode colocar diferentes acessórios para satisfazer suas necessidades. Mas neste momento, só há uma modificação que foi anunciada – a câmera 360 graus – e não conseguimos testar, então não dá para falar disso.

Tá vendo esses dois pontos na parte superior? É ali que colocamos a modificação, isto é, se tivéssemos uma. Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

A Essential aplicou pequenos retoques no software também. Ele roda o Android praticamente puro, sem muitas adições. A única exceção foi o serviço de streaming Tidal, pré-instalado na versão da Sprint, pelo menos na nossa unidade para review. Pelo fato dele rodar o Android puro, a Essential não deve ter problemas em oferecer as atualizações para as últimas versões do Android, o que não pode ser dito para muitos outros dispositivos Android.

E essas câmeras na traseira?

Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

Embutida na traseira do celular, sem aqueles calombos (o que, devo dizer, é um toque legal), o Essential Phone tem o que a companhia afirma ser o módulo de câmera dupla mais fino no mundo. No nosso rápido período com o aparelho, as fotos parecem boas, mas não espetaculares. A configuração dupla é composta de uma câmera de 13 megapixels junto como um sensor secundário monocromático que deve ajudar o aparelho a capturar mais detalhes. No entanto, não parece ter nenhuma maneira de brincar com a profundidade de campo da mesma forma que você consegue fazer em outros celulares com dois sensores, que é praticamente o fator principal para se querer duas câmeras.

O aplicativo de câmera é um lugar onde manter simples demais não é exatamente a melhor ideia. Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

Está faltando alguma coisa?


Se você quiser conectar fones de ouvidos comuns, precisará abdicar na porta USB-C para conectar um adaptador para o plug de 3,5mm que vem na caixa do aparelho.

Para um celular com tanta gente expressiva por trás, existem algumas características que as pessoas poderiam esperar, mas no final das contas não marcam presença. Não há um plug para fones de ouvido ou qualquer tipo de resistência à água, e você tem apenas um alto-falante mono na parte de baixo do celular.

O Essential Phone também não suporta o padrão Qi ou PMA para carregamento sem fio, e se os rumores estiverem corretos e o iPhone ganhar essa tecnologia, será um impacto negativo.

O que é todo este falatório sobre o assistente digital da Essential?

Imagem: Essential

Os planos de Rubin não acabam nos celulares. A Essential está trabalhando em toda uma gama de produtos, como o Home Base, que deve ter uma abordagem diferente do Amazon Acho ou Google Home. A Essential está trabalhando, inclusive, em um sistema operacional completamente novo (chamado Ambient OS) para o Home Base. Tanto o sistema quanto o produto ainda devem demorar para aparecer no mercado.

Quando ele chegará e onde posso comprá-lo?

O Essential Phone está disponível em pré-venda, com envios começando na próxima semana. Isto é, apenas nos Estados Unidos. Ele será vendido com “exclusividade” pela operadora Sprint, mas também haverá versões desbloqueadas e desvinculadas de operadoras na Best Buy e Amazon. Ele suporta todas as principais bandas para redes GSM e CDMA.

Eu deveria comprá-lo?

Não poderíamos omitir que na versão preta, é um celular que ama guardar marcas de digitais na traseira. Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

O Essential Phone definitivamente é interessante, mas é melhor do que um Galaxy S8 ou um iPhone? Talvez não. Conseguimos testar o aparelho por um dia, apenas. Depois de conhecê-lo um pouco, o Essential Phone parece falar mais sobre a simplicidade do que estar tentando mudar as regras do jogo e iniciar revoluções no mercado. Mas se você quiser saber se realmente vale a pena, espere pelo nosso review completo nas próximas semanas.

Imagem do topo: Sam Rutherford/Gizmodo




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