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Enquanto analistas se dividem sobre a futura demanda do novo iPhone, alguns profetizam que o preço do aparelho pode afugentar consumidores. Sabe, como cobrar US$ 1.000 por um smartphone, por exemplo. Nessa segunda (26), Zhang Bin, analista da Sinolink Securities, voltou atrás em sua projeção de vendas do iPhone X, prevendo em uma nova análise que a Apple enviaria ao mercado 35 milhões de unidades do dispositivo durante o primeiro trimestre de 2018, dez milhões de unidades a menos do que previa a análise original.

“Depois de suprir a demanda inicial, o mercado agora teme que o alto valor do iPhone X possa diminuir a busca pelo dispositivo no primeiro trimestre”, escreveu Zhang, de acordo com informações da Bloomberg.

A análise dessa segunda causou oscilações nas ações da Apple. A Bloomberg nota ainda que a Lens Technology Co., Shenzhen Desay Battery Technology Co. e a Largan Precision Co. também sofreram algumas oscilações na bolsa. “A Lens recuperou parte do prejuízo nesta terça (27), enquanto a Largan continuou a cair”, afirmou a Bloomberg, apontando que Shenzhen Desay teve uma pequenas mudanças.

JL Warren Capital LLC também previu que as vendas do iPhone X diminuíram no primeiro semestre do ano que vem, com a análise caindo para 25 milhões de dispositivos dos 30 milhões do último trimestre de 2017. Em uma mensagem para os clientes na sexta (22), a empresa de pesquisa citou os custos do novo iPhone “e a falta de inovações interessantes”, de acordo com a Bloomberg.

O jornal taiwanês Economic Daily News afirmou que a previsão da Apple do número de iPhones X vendidos nos primeiros três meses de 2018 caiu de 50 milhões para 30 milhões, de acordo com “fornecedores não identificados”.

Analistas da Loop Capital e Jefferies estão mais confiantes na disposição do consumidor gastar US$ 1.000, com a Loop Capital prevendo de 40 a 45 milhões de unidades vendidas no primeiro trimestre de 2018, enquanto a Jefferies prevê 40 milhões de unidades vendidas durante o mesmo período.

Tim Cook estava otimista, apesar de vago, em novembro quando foi questionado sobre a demanda de um celular de US$ 1.000. “O iPhone X vai bem, especialmente considerando que ele é o iPhone mais avançado já criado”, disse o CEO a Kate Huberty, analista da Morgan Stanley durante a conferência de resultados do quarto trimestre da companhia.

Cook também tentou racionalizar o gasto de US$ 1.000 em um retângulo um pouco mais sofisticado comparando-o a uma xícara de café chique. “Um iPhone X custa menos que um café por dia em uma dessas lojas chiques”, disse ele durante a mesma conferência, fazendo uma comparação para os consumidores que compram o iPhone X com um plano de pagamento mensal.

Caso você esteja disposto a se comprometer com o ciclo de obsolescência programada, você dificilmente terá problema em sacrificar o cafezinho diário para comprar o iPhone novo do ano que vem. Mas aqueles que não estão dispostos ou não podem gastar US$ 1.000 em um novo celular, é melhor começar a estudar alternativas.

[Bloomberg]




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