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Julho de 2017 está estatisticamente empatado com julho de 2016 no título do “julho mais quente em 137 anos” – ou seja, desde que os registros começaram a ser feitos, de acordo com o Mashable. Isso é bem preocupante porque não houve El Niño desta vez – um complicado ciclo climático no qual as regiões central e oriental do Oceano Pacífico é inundado com água mais quente do que o normal, aumentando a temperatura média em todo o mundo.

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De acordo com o comunicado à imprensa da NASA, julho de 2017 foi 0,83 graus Celsius mais quente do que o parâmetro médio entre 1951 e 1980, ultrapassando julho de 2016 em uma margem ínfima. O El Niño estava acontecendo em 2016, o que significa que julho deste ano conseguiu igualar seu antecessor com uma ajuda extra. De forma alarmante, a NASA notou que “todos os meses passados a julho foram mais do que um décimo de um grau mais frio”.

Monitoramento mensal do Goddard Institute for Space Studies da NASA sobre anomalias temporais sobreposto em um ciclo sazonal entre 1980-2015. Crédito: NASA

A NASA adicionou que seus dados são coletados de cerca de “6.300 estações meteorológicas ao redor do mundo, com instrumentos baseados em navios e bóias que medem a temperatura da superfície do mar, além de estações de pesquisa na Antártica”.

Os dados são preliminares e talvez mudem, de acordo com o Mashable. Mas o cientista climático Gavin Schmidt tweetou que os dados já disponíveis preveem que há chance de 77% de que o ano de 2017 irá duelar com 2016 para ser o mais o ano mais quente já registrado.

Cientistas conseguem mostrar, cada vez mais, que maiores taxas de eventos climáticos extremos – como sistemas de tempestades maciças ou a onda de calor do sul da Europa deste ano, que foi apelidada de “Lúcifer” – estão ligados à mudança climática. Uma das descobertas chave de um rascunho de uma pesquisa científica federal dos Estados Unidos é que a incerteza nesse campo está diminuindo, e que as mudanças no clima causadas por humanos ao jogar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera são os principais responsáveis por esses eventos.

“Milhares de estudos conduzidos por centenas de milhares de cientistas ao redor do mundo documentaram mudanças nas temperaturas da superfície, atmosfera e do oceano; geleiras derretendo; mantos de neve desaparecendo; gelo do mar rachando; níveis dos oceanos aumentando; e um aumento do vapor de água na atmosfera”, diz o sumário do relatório. “[…] Os últimos anos também revelaram marcas recordes, condições meteorológicas extremas relacionadas ao clima, bem como os anos mais quentes ao redor do mundo”.

Como nota o Mashable, o último mês mais frio do que a média nos 137 anos de registros aconteceu em dezembro de 1984.

A boa notícia é que a maior parte das nações concordaram em trabalhar juntas para começar a lidar com esse problema, ratificando os acordos de Paris realizados em 2015.

[NASA via Mashable]

Imagem do topo: AP




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