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Mark Zuckerberg quer que você saiba que ele não é só o cara comandando uma rede social que sabe demais sobre você e tem um problema de desinformação desenfreada. Ele também é um cara com uma vida fora da máquina! Desde 2009, Zuckerberg determinou “aprender algo novo” a cada ano. E, nesta sexta-feira (5), ele anunciou seu desafio pessoal para 2018: policiar melhor sua plataforma.

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“O mundo parece ansioso e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja proteger nossa comunidade de abuso e ódio, defender-se contra a interferência de nações-estado ou garantir que o tempo passado no Facebook é um tempo bem gasto”, escreveu Zuckerberg em um post no Facebook na quinta-feira (4). “Meu desafio pessoal para 2018 é focar em consertar essas questões importantes. Não vamos prevenir contra todos os erros e abusos, mas atualmente cometemos erros demais na aplicação de nossas políticas e na prevenção do mau uso de nossas ferramentas. Se formos bem-sucedidos neste ano então terminaremos 2018 em uma trajetória muito melhor.”

Garantir que o Facebook seja uma plataforma mais agradável, segura e confiável é um ótimo objetivo. Entretanto, e presta atenção, é quase como se isso tivesse sido um objetivo desde que a empresa foi fundada em 2004. No passado, os desafios de Zuckerberg incluíram tarefas como uma turnê pelos Estados Unidos, ler vários livros, correr vários quilômetros e aprender uma nova língua. É difícil não ver o humor no fato de que o objetivo pessoal dele parece uma descrição de emprego. O CEO do Facebook anunciar que seu objetivo pessoal é moderar melhor sua plataforma é como um blogueiro afirmando que seu objetivo pessoal é escrever palavras e publicá-las na internet.

“Este será um ano sério de autoaperfeiçoamento, e estou ansioso para aprender ao trabalhar para consertar nossos problemas juntos”, escreveu Zuckerberg em seu post desta sexta.

Se esse é o ano do autoaperfeiçoamento, o ano passado foi certamente o ano da tempestade de problemas. O Facebook teve dificuldades para lidar com interferência eleitoral estrangeira em sua plataforma, um problema que levou a gigante da tecnologia a testemunhar diante do Congresso americano em outubro. O site também teve dificuldades de lidar com notícias falsas na plataforma, chegando a contratar checadores de fatos terceirizados que estavam, eles próprios, céticos em relação aos esforços do Facebook. A rede social também foi alvo de críticas depois de notícias de que a empresa permitia que anunciantes excluíssem usuários baseados em raça e grupos étnicos. Ela também ajudava as companhias a visarem apenas certas faixas etárias.

Portanto, para aqueles que acreditavam que 2018 seria melhor que seu antecessor terrível, vocês podem ao menos esperar uma melhoria: Mark Zuckerberg fazendo seu trabalho.

Imagem do topo: Getty




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