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[Review] Moto G5 Plus: quase lá

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13 de abril de 2017 às 18:42

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A quinta geração do smartphone mais bem sucedido da Motorola/Lenovo chegou cercado de questionamentos. Ele já não é mais o aparelho intermediário baratinho que impressionou lá em 2013. E, apesar de figurar entre os modelos do meio, já não é mais tão básico, muito menos barato. A nova versão apostou numa construção sólida, de metal, uma câmera mais refinada, mantendo características acertadas dos modelos anteriores, como o leitor de impressão digital e tela Full HD.

Passei as última semanas com o Moto G5 Plus e conto abaixo as minhas impressões:

O que é

O Moto G5 Plus foi anunciado no começo de março com preço sugerido de R$ 1.500, junto com o seu irmão menor Moto G5. Ao contrário de boa parte dos modelos Android, a Lenovo consegue segurar a desvalorização por mais tempo. Uma busca rápida ainda mostra o celular pelo preço do anúncio, mas em algumas lojas é possível encontrá-lo por cerca de R$ 1.350, pagando à vista. Faz só um mês que o aparelho foi lançado, mas as experiências com as gerações anteriores corroboram a firmeza dos preços.

Tela: IPS LCD Full HD (1920×1080) de 5,2 polegadas
Processador: octa-core Snapdragon 625 de 2,0 GHz
GPU: Adreno 506
RAM: 2 GB
Armazenamento: 32 GB (expansível com cartão microSD de até 128 GB)
Câmera traseira: 12MP, f/1.7 e flash LED
Câmera frontal: 5 MP, f/2.2
Bateria: 3.000 mAh (não removível)
Sistema operacional: Android 7.0 Nougat
Dimensões: 150,2 x 74 x 7,7 mm (altura x largura x profundidade)
Peso: 155 g

Design

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De cara, dá para dizer que o Moto G5 Plus não é um celular bonito. Ele é bem construído, sim, quando falamos de material. Mas, na frente temos bordas enormes e pouco aproveitamento do espaço, o que torna ele bem largo e com uma pegada mais desconfortável; atrás uma terrível protuberância que abriga a câmera estraga bastante o visual, além de um logo da Motorola que acumula sujeiras com facilidade.

Nem tudo é negativo: ele está melhor do que a geração passada, é verdade. A construção de metal ajuda nessa sensação e alguns detalhes como o sensor de impressão mais discreto e que não se parece um botão, também. Quando você pega no Moto G5 Plus, dá para sentir que é um celular que aparenta valer os R$ 1.500 cobrados pela fabricante. Só que dá para melhorar refinando as coisas: diminuindo essas bordas, retirando a moldura metálica da frente e a protuberância da câmera.

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Os botões estão bem posicionados, todos na lateral direita e com uma característica da fabricante: os ajustes de volume são lisos, enquanto o power tem uma rugosidade. Embaixo estão o plug para fone de ouvido e um conector microUSB – pelo jeito, o USB-C não chegou nos intermediários, o que é chato por atrasar a adoção de um padrão novo e tornar o aparelho incompatível com alguns acessórios que devem chegar no próximo ano. O speaker fica na frente, posição que geralmente não atrapalha na hora de segurar o celular e consumir algum conteúdo. Na parte de cima tem ainda a bandeja para colocar cartão nanoSIM e microSD.

Usando

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Seguindo a tradição, o Moto G5 Plus vem com um Android praticamente sem modificações e aplicativos pré-instalados: apenas o App Box (com sugestão de apps brasileiros), Moto (para configurar as ações e gestos disponíveis), aplicativo de rádio FM e de TV digital. O launcher é um pouco diferente do padrão da versão 7.0 Nougat, mas mantém o padrão visual que os usuários do sistema estão acostumados. Os truques da linha também estão aqui: gestos de chacoalhar para ativar a lanterna, girar em torno do pulso para ativar a câmera e virar a tela para baixo para silenciar notificações, além do Moto Tela que exibe notificações mesmo quando o aparelho está em stand-by.

O sensor biométrico mudou um pouco, mas continua sendo muito eficiente no reconhecimento rápido da digital. Apesar dele não ter mais aquela borda metálica que o fazia parecer um botão, ele ainda parece um. Pelo menos, foram incorporados gestos aqui: deslizar para a direita te leva para o multitarefa, deslizar para a esquerda é o equivalente ao botão voltar, e para ir para a tela inicial é só apertá-lo. Quando você ativa essa função, aquela barrinha preta da parte de baixo da tela some. Demorei uns dois dias para me acostumar com as direções para cada coisa, e nem sempre conseguia fazer o que queria – às vezes deslizada para um dos lados e era levado para a tela inicial, como se eu tivesse apenas tocado no sensor.

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Em desempenho, o processador Snapdragon 625, combinado com os 2GB de RAM não surpreendem – a performance é a esperada para um modelo intermediário. A troca entre aplicativos é rápida para um aparelho de especificações medianas e a navegação não apresenta engasgos. O aparelho se mostrou bem consistente nesse aspecto. A decepção é que, lá fora, foram lançados modelos com 3GB e 4GB de RAM, o que poderia tornar o celular praticamente imbatível no segmento. Aparentemente, a Motorola preferiu não canibalizar o Moto Z Play, que tem o mesmo processador e os 3GB de RAM. Uma pena.

A tela tem dois modos de exibição: Intensidade e Padrão – curiosamente, é o modo intensidade que vem pré-definido no celular; e ele realmente deixa as imagens mais bonitas e vibrantes. Como prefiro uma visualização com mais saturação, mantive assim, até porque a outra opção é bem sem graça, com cores opacas.

O modelo vem com TV Digital, decisão curiosa, já que geralmente é uma característica dos celulares mais baratos (e o irmão menor, Moto G5, não conta com o adicional). Para assistir, você precisa colocar uma antena no plug do fone de ouvido – o próprio fone serve, mas na caixa tem também um acessório para isso. A experiência depende muito do lugar em que você está, e é possível gravar os programas dentro do próprio app, que é bem simples de usar.

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A autonomia de bateria continua consistente. Durante os testes, utilizei a câmera, ouvi música, naveguei no 4G durante grande parte do dia e geralmente restavam de 30% a 35% de carga. O carregador do aparelho continua com a tecnologia TurboPower, que acelera o processo.

Me surpreendi com a câmera, que vem melhorando de geração em geração. Já nas especificações técnicas, ela é bem promissora: 12 megapixels, foco por detecção de fase e abertura f/1.7. Na prática, as fotos apresentam bastante definição, equilíbrio de cores, contraste e pouco ruído, mesmo em cenas mais escuras. A abertura maior ajuda a capturar ambientes escuros sem deixar as fotos tremidas, já que o conjunto não precisa compensar no tempo de exposição. Para a categoria, é sem dúvidas a melhor câmera, chegando perto de celulares considerados premium. Já o sensor frontal é bem comum, eficiente com iluminação natural e deficiente no escuro.

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Conclusão

O Moto G5 Plus custa R$ 1.500,00 e, muito de vez em quando, aparece mais barato em promoções. Como comentamos no início, é um aparelho que consegue segurar seu valor no mercado por mais tempo.

Por esse preço, ele ainda não é unânime. Ele tem uma construção bacana, mas um design terrível, com bordas exageradas; um desempenho razoável, mas que poderia ser bem melhor com 1GB a mais de RAM. Em compensação, ele tem câmera acima da média e o sistema com poucas modificações agrada.

O Moto G5 Plus está quase lá. Com um refinamento aqui e ali, principalmente no design e na escolha do hardware, ele reinaria em sua faixa de preço. Enquanto isso não acontece, o consumidor pode olhar pra ele, para o Galaxy J7 Prime, Zenfone 3 e até o Galaxy A5 (2017) que de vez em quando aparece numas promoções bacanas.




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