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Uma nova sonda projetada especificamente para dar uma olhada na parte mais profunda do reator nuclear de Fukushima foi revelada nesta semana. Infelizmente, ela parece muito fofa para morrer.

Como indica a reportagem da Associated Press, a unidade de sistemas de energia da Toshiba desenvolveu a sonda inspirada em uma serpente e possui 12,8 metros de comprimento. A ideia é ajudar o Instituto Internacional de Pesquisa para Desativação Nuclear (IRID, na sigla em inglês). O instrumento consiste em um longo tubo telescópico com uma câmera PTZ fixada na frente.

A sonda será usada para explorar o reservatório de contenção primário da Unidade 2 de Fukushima, onde a extensão do dano do combustível derretido ainda não é completamente conhecida. O instrumento foi projetado para fornecer aos pesquisadores visão aprofundada do reator danificado. São poucos os detalhes, mas com base nas fotos, parece que um veículo operado remotamente será utilizado para empurrar a sonda dentro do recipiente de contenção. Uma vez que a sonda estiver no local, as duas câmeras de monitoramento irão procurar sinais de combustível derretido.

Imagem: AP/Koji Sasahara

A planta de Fukushima sofreu três derretimentos em 2011, depois do devastador terremoto seguido de tsunami. O processo de desativação da planta, que deve durar até a década de 2050, não pode ser iniciado até que se conheça plenamente a condição da planta.

O trabalho no reator 3 deve começar no ano que vem, com esforços para extrair o combustível altamente radioativo que ficou nas plataformas de resfriamento dos reatores 1 e 2 programados para começar em 2023. Porém, é necessário que as equipes de limpeza tenham uma imagem mais clara das condições internas. A radiação intensa está dificultando essa pesquisa.

Porém, a nova sonda deve ajudar os funcionários a avançar nessas tarefas. As informações sobre o combustível derretido no local irá guiar os esforços para desenvolver o método e a tecnologia correta para a remoção e contenção dos materiais radioativos. A nova sonda terá que sobreviver a níveis intensos de radiação perto do combustível derretido. No início de 2017, um robô foi enviado para inspecionar o reator 2, e parou de funcionar depois de alguns minutos.

[Associated Press]

Imagem do topo: AP/Koji Sasahara




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