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Travis Kalanick já está tramando seu retorno ao poder no Uber

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31 de julho de 2017 às 10:56

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O ex-CEO do Uber Travis Kalanick está fora, mas, de alguma forma, ele não se considera fora da empresa, de acordo com uma reportagem neste domingo no New York Times.

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Kalanick, que renunciou ao cargo em junho em meio a relatos generalizados de que deixava uma cultura de assédio sexual correr solta na empresa e depois de processos de motoristas nervosos contra a empresa, aparentemente se colocou dentro do processo de busca por seu substituto — e pode já ter espantado uma potencial substituta, a CEO da Hewlett Packard Enterprise: Meg Whitman.

Segundo o New York Times, o grupo de dirigentes tentando colocar Whitman na diretoria “não incluía o Sr. Kalanick”:

Ele e vários de seus aliados tinham um objetivo contrário, que incluía seus próprios candidatos preferidos para o cargo principal e a possibilidade de retorno do Sr. Kalanick para uma função operacional, talvez até mesmo como chefe executivo. Seus suplentes haviam também, recentemente, iniciado conversas com o conglomerado japonês SoftBank sobre um investimento no Uber que poderia oferecer ao Sr. Kalanick uma rota para reconquistar o poder.

[…]

Entrevistas com mais de uma dúzia de pessoas próximas do processo, que falaram sob a condição de anonimidade porque as discussões são confidenciais, indicam que o relacionamento entre membros da diretoria se deteriorou pelos vazamentos, mudando descontroladamente, conforme alianças são forjadas e então quebradas.

Whitman encerrou as conversas para levá-la à diretoria em 27 de julho, embora quatro candidatos sigam como principais concorrentes ao posto.

(“Temos muito trabalho a fazer ainda na HPE, e não vou para lugar algum. O CEO do Uber não será Meg Whitman.”)

New York Times acrescentou que uma aliança com a SoftBank poderia garantir a Kalanick um poderoso aliado, Masayoshi Son, chefe executivo da empresa, que pode estar pensando em nomear novos membros da diretoria que queiram Kalanick de volta.

O Uber tem tentado virar uma página na sequência da saída de Kalanick, com uma campanha chamada “180 Dias de Mudança“, introduzindo uma série de novidades benéficas à imagem da empresa, projetadas para atrair os motoristas mais insatisfeitos da companhia. O retorno de Kalanick ao poder provavelmente diminuiria esses esforços dramaticamente. Embora os mil empregados do Uber que assinaram uma petição pedindo a volta de seu terrível chefe possam estar empolgados com essa notícia, provavelmente ninguém mais está.

[The New York Times]




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