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Travis Kalanick renunciou ao cargo de CEO do Uber

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21 de junho de 2017 às 10:29

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O fundador e CEO do Uber, Travis Kalanick, renunciou ao cargo depois de grande pressão dos acionistas a respeito da série de escândalos na empresa. Ele tinha afirmado que iria se afastar temporariamente da companhia, logo após a investigação sobre a cultura da empresa, que afirmou que o ambiente tóxico fomentava assédio e discriminação.

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Cinco dos maiores investidores do Uber pressionaram Kalanick para deixar o cargo, de acordo com a reportagem do New York Times, incluindo First Round Capital, Lowercase Capital, Menlo Ventures, Fidelity Investments, e Benchmark, empresa de capital de risco que ocupa um lugar no conselho do Uber. O grupo de investidores enviou uma carta para Kalanick nesta terça-feira (20), pedindo sua renúncia.

Kalanick ainda será membro do conselho no Uber, e a companhia buscará um novo CEO, de acordo com o Times.

O Uber tem enfrentado escrutínio contínuo a respeito de acusações de assédio no ambiente de trabalho, uma investigação criminal sobre as tentativas de evadir reguladores, um processo por roubo de segredo comercial realizado pelo Waymo – sua competidora na indústria de carros autônomos – e um processo aberto por uma mulher que alega que seus arquivos médicos foram indevidamente compartilhados por Kalanick e outros executivos. Recentemente, 20 funcionários do Uber foram demitidos depois da investigação sobre assédio interno, e o líder do programa de veículos autônomos foi mandado embora por se recusar a cooperar no processo que diz respeito à sua divisão.

Muito embora as startups do Vale do Silício se vangloriem da cultura de quebra de regras, os problemas enfrentados pelo Uber mostraram-se exagerados para seus investidores. Kalanick era visto por seus defensores como um componente chave para o sucesso do Uber. No entanto, com a empresa avaliada em US$ 70 bilhões, o risco não valia mais a pena.

A saída de Kalanick do papel de chefe executivo é apenas a mais recente entre diversas renúncias da equipe. Atualmente, a empresa não possui um diretor de operações ou um diretor financeiro, e vários outros executivos foram expulsos nos últimos meses.

“Eu amo o Uber mais do que tudo no mundo e nesse difícil momento da minha vida pessoal aceitei o pedido dos investidores pela saída, assim o Uber pode voltar ao desenvolvimento em vez de estar distraído com outra briga”, disse Kalanick em um comunicado.

[New York Times]

Imagem do topo: Getty




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